O vinho faz parte da história humana há milhares de anos, estando presente na vida social, na arte, na paisagem, na dieta, na economia. Provavelmente no início com alguma dose de “acaso”, estima-se que a produção de vinho terá sido originalmente desenvolvida na região do Mar Negro e na antiga República Soviética da Geórgia há cerca de 8000 anos!
Diversas evidências arqueológicas, nomeadamente jarras de cerâmica contendo ainda resíduos de vinho, foram encontradas na Região do Cáucaso, onde hoje estão a Geórgia e a Arménia.
Desde então, o vinho passou a fazer parte integrante da história da Humanidade. É referenciado na cultura de várias civilizações da Antiguidade: os egípcios, os fenícios, os gregos, os romanos, entre outras.
Utilizado frequentemente em rituais religiosos, no Cristianismo, por exemplo, o vinho é referenciado como analogia ao próprio “sangue de Cristo” e como fruto do trabalho humano. Na mitologia grega era chamado de “néctar dos deuses” do Olimpo.
Acredita-se que pudesse ser considerado como uma espécie de ligação entre o humano e o divino, na medida em que tinha o “poder” de alterar o espírito humano, trazendo alegria, maior liberdade de expressão e até de visão.
“Reis, monarcas, cortes usavam o vinho nas suas festas e eventos como bebida de prestígio, mas fez sempre parte também da vida quotidiana do povo.”